Urbanismo Táctico
Aqui fica disponível a versão portuguesa da publicação Tactical Urbanism vol2 de Mike Lydon traduzida por João Seixas, Mario J Alves, Rodrigo Cardoso, Paulo Silva e por este vosso amigo.
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Aqui fica disponível a versão portuguesa da publicação Tactical Urbanism vol2 de Mike Lydon traduzida por João Seixas, Mario J Alves, Rodrigo Cardoso, Paulo Silva e por este vosso amigo.
Apostar numa primeira fase na «adopção de soluções reversíveis ... alterando a organização do espaço público com recurso a pintura no pavimento, floreiras e outros elementos de mobiliário urbano amovíveis» Público 2/06/2014
Urbanismo Táctico em Lisboa
Tradução de
João Seixas
José Carlos Mota
Mário Alves
Paulo Silva
Rodrigo Cardoso
O Planeamento do Território continua a sua «travessia do deserto» à procura de novos caminhos para responder a crescentes necessidades de requalificação das cidades e de regeneração das suas funções face a diminutos recursos públicos e incerta vontade política.
Uma das últimas «inovações metodológicas» surgiu nos Estados Unidos e designa-se por «Urbanismo Táctico». Surgiu em resposta a um crescente descrédito do planeamento tradicional, pelo seu carácter burocrático, pouco consequente e pelas dificuldades manifestadas em responder aos ‘micro-problemas urbanos’ que afectam o dia-a-dia dos cidadãos. Alimenta-se num contexto de fragilidade de intervenção do Estado e de emergência de movimentos cívicos urbanos que reflectem sobre as cidades.
Um dos grupos mais interessantes tem sede em Nova York e é dinamizado por Mike Lydon (http://www.streetplans.org/index.php). Editou já um conjunto de publicações que merecem a nossa atenção (LINK), uma delas terá tradução portuguesa em breve.
Como poderão constatar pela leitura das experiências realizadas, esta metodologia baseia-se na concepção de ‘micro-projectos urbanos’ de baixo custo e alto impacto, promovidos por grupos de cidadãos com apoio técnico-científico voluntário com competências diversas (arte, design, arquitectura, engenharia, paisagismo, urbanismo), trabalhando em rede e tirando partido do potencial das novas tecnologias. Normalmente em contextos colaborativos, os cidadãos discutem o programa das intervenções, com preocupação experimental e exemplificativa, e depois mobilizam-se para as executar.
Em Portugal têm vindo a surgir algumas experiências, ainda de carácter muito exploratório e de resultados ainda frágeis.
Aveiro lançou recentemente a iniciativa Vestir os vazios da cidade, uma iniciativa interessante e oportuna da CM de Aveiro, em parceria com a PUiS e Sete Pés (*), que visa reflectir sobre o eixo histórico definido pelas ruas de São Sebastião, Combatentes da Grande Guerra, Rua do Gravito, entre outras, e criar um conjunto de intervenções para os espaços vazios, construído com a participação dos cidadãos. Oportunamente darei conta dos resultados.
(* ver esclarecimento de Henrique Praça da Setepés - o meu comentário segue nos comentários)
https://www.facebook.com/vivacidade.aveiro