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ESTADO SOCIAL

respigos e reflexões sobre o território e a sociedade

Primeiras impressões do Velocity 2015 - sugestões para os municípios portugueses

03.06.15

 

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A conferência Velo-City juntou este ano em Nantes mais de 1.600 participantes de cerca de 60 países. É um pequeno continente de activistas, cientistas, políticos e empresários que se forma durante quatro dias para falar de bicicletas e, este ano, da forma como estas podem ajudar a construir um futuro melhor («cycling: future makers»).

A sessão de abertura, normalmente excessivamente protocolar, teve alguns discursos marcantes. Do conjunto retive o apelo para que as conversas dos próximos dias não se centrem na bicicleta, mas nas cidades que queremos ter e nas necessidades dos seus cidadãos. Um apelo oportuno para que as conclusões possam chegar aos 91% de pessoas que na Europa não andam de bicicleta.

Das intervenções do primeiro dia, das quais destaco a dos autarcas de Rennes, Estrasburgo e Nantes, municípios franceses referência nesta matéria, registo as seguintes três sugestões de aposta. A necessidade de cidades e bairros de proximidade que reduzam as deslocações entre casa, trabalho e serviços, oferecendo aos seus utilizadores mais densidade, massa crítica e tempo. Também foi proposto a aposta num espaço público qualificado visando reduzir a velocidade, aumentando a partilha do espaço pelos diferentes modos de transporte e a segurança para os mais frágeis. Por último, foi recomendada a criação de multi-serviços de apoio aos ciclistas centrandos na procura das condições para ultrapassar os obstáculos básicos que  impedem a mudança de modo de transporte, nomeadamente o estacionamento seguro (no espaço público, edifícios actuais e futuros), a manutenção da bicicleta, o apoio à deslocação (através das tecnologias) e as entrega de compras e pequenos volumes ao domicílio.

Do ponto de vista metodológico, também três medidas. Fixar objectivos razoáveis para a quota modal da bicicleta e medir regularmente o impacto das medidas. Envolver as comunidades na concepção e implementação das propostas, nomeadamente através de novas figuras institucionais (como os conselhos de utilizadores de espaço público recentemente criado em Nantes - ver exemplo). Após resolvidos os principais problemas do centro da cidade, iniciar iniciativas semelhantes nos territórios mais periféricos, garantindo um maior equilíbrio espacial nas intervenções e preocupação.

Está aqui uma boa agenda para os municípios portugueses.

Urbanismo Táctico em Aveiro

11.05.15

 

No próximo dia 21 de Maio (quinta-feira) à tarde o Laboratório de Planeamento do Território e o Mestrado em Planeamento Regional e Urbano do DCSPT da Universidade de Aveiro vão organizar uma palestra sobre Urbanismo Táctico.

 

Como palestrantes teremos Lincoln Paiva que nos falará desde São Paulo através da web, Tiago Castro e João Pedro Rosa promotores e dinamizadores do projecto Vivacidade. Eventualmente, teremos também representantes do Colectivo Nora.

As inscrições poderão ser feitas através do endereço jcmota@ua.pt 

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PENSAR O FUTURO DA ECONOMIA E DO PAÍS, A PARTIR DAS CIDADES

15.11.14

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Uma outra forma de olhar a economia é reflectir sobre como se podem combinar melhor os seus «ingredientes» (empreendedores, empresas, actividades e conhecimento) para dar novas respostas aos desafios/problemas da sociedade. 

A bela infografia do Expresso Economia (autoria de Paulo Buchinho) que se anexa acima ilustra bem o potencial das cidades para discutir essa combinação.

Num momento de algum esgotamento de modelos, talvez valha a pena pensar no potencial das cidades enquanto espaço de concentração de problemas e recursos, de geração de ideias e de procura de soluções. Mais do que o país ou as regiões, as cidades podem oferecer aos actores económicos (grandes, médios e pequenos) a escala adequada para compreender melhor a sociedade actual e suas necessidades como um todo (habitar, mover, trabalhar, lazer e cultura, alimentação, vestir) e gerar novos produtos e serviços.

Para o fazer talvez os actores económicos necessitem de partilhar uma visão de sociedade e um quadro de valores que vão para além da retórica do «crescimento» e que inclua uma nova ética sobre o valor da riqueza gerada.

A partir daí precisarão de novas fórmulas de partilha de riscos e benefícios, novos métodos de trabalho (cooperativo e de articulação sectorial), novos ingredientes (conhecimento), novos horizontes (mercados e clientes) e, por fim, de apoio para este novo caminho de experimentação assistida, que uma política pública inteligente certamente saberá oferecer.

Talvez este possa ser um caminho virtuoso para pensar o futuro da economia e do país!

Como podemos planear «cidades saudáveis» que não o sejam só no papel ou no discurso?

04.10.14

A necessidade de uma abordagem mais holística e preventiva à questão da saúde e bem-estar das comunidades que vivem aglomerações urbanas fez com que a OMS criasse em 1986 o conceito de «cidades saudáveis». Apesar do impacto mediático da iniciativa, e do seu desenvolvimento à escala global, os resultados têm ficado um pouco aquém do desejado. Isto aconteceu em grande medida pela dificuldade da passagem da teoria à prática, seja pela exigência dos requisitos - ambiente físico de qualidade, necessidades básicas da população asseguradas, serviços públicos de saúde acessíveis a todos – seja pela ambição metodológica necessária à sua concretização- compromisso político, liderança, mudança institucional e parcerias entre actores. A partir da análise da realidade em Portugal e dos problemas que as nossas cidades hoje enfrentam, convido os participantes no evento do dia 17 de Outubro organizado pelo Núcleo de Arquitectos da Região de Viseu a pensar de que forma nos podemos organizar colectivamente para planear e conceber «cidades (verdadeiramente) saudáveis».

 

 

 

 

 

Repasto pantagruélico

03.08.14

Será que há mesmo almoços grátis? Michael Pollan, presente na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), e citado pelo Público, diz que sim, desde que os saibamos cozinhar. Palavras sábias, estas. Talvez isso explique que o cozinhado de um novo banco, anunciado com grande impacto ontem por LMM na SIC, a ser pago integralmente pelos bancos, sem qualquer factura para a mesa dos contribuintes, não mereça mais de que uma pequena chamada no fim da primeira página e reporte para o canto da página 23. Parece-me injusto. Tal repasto pantagruélico merecia ser saudado com outra pompa e circunstância.

 

A arte do disfarce

31.07.14

Vai ser lançado hoje em Lisboa o livro "Street Art Lisbon" (*) que pretende registar e mapear a arte urbana, também conhecida por «arte efémera». Interessante a proximidade desta forma de expressão artística com a do mundo financeiro. Em ambas encontramos o esforço de valorização do património através do disfarce e da cosmética e, como lembra Inês Machado hoje no Público, a qualquer momento «alguma pode ter deixado de existir». Apesar dos esforços da autoridades, «o lado underground vai sempre existir, é quase o pulsar deste(s) movimento(s)».

 

(*) https://www.facebook.com/events/1447892538815472/

 

O combustível das exportações

12.07.14

 

FONTE: PÚBLICO, SEX 11 JUL 2014 | ECONOMIA

Anormalidade

12.07.14

Precisamos encontrar a frequência que nos sintonize rapidamente de volta à anormalidade (sugerida por João Paulo Baltazar). Na TSF e no país. A minha homenagem a todos os que não desistem de a procurar!

 

SUBMISSÃO INACEITÁVEL

12.07.14

«A perda efectiva da Pátria e com ela do autogoverno e da democracia, é no actual curso europeu que está a mudar um projecto comunitário e de coesão, por um império imperfeito, incoerente, desigual e hierárquico, em que Portugal ocupa o downstairs. Serve para passar férias e está em prisão domiciliária por dívida» Pacheco Pereira,Público

 

SUBMISSÃO INACEITÁVEL II | «Que sentido tem a democracia portuguesa se os eleitores portugueses vão deixar de poder escolher quase tudo que é decisivo para o seu país e para as suas vidas?» Pacheco Pereira, Público

 

The Lion's cage, o mundial 2014 de Portugal visto por Chaplin

27.06.14

Sweet home | Aveiro | Portugal

18.06.14

Que sociedade educada queremos?

07.06.14

 

 

 

Expresso, 7/06/2014

O que fazer com o talento nacional?

07.06.14

 

Um notável contributo de reflexão. 

E agora, o que fazer?

Que métodos precisamos para conhecer, sistematizar, mapear, combinar, racionalizar, articular e gerir os recursos de que dispomos?

Que métodos necessitamos para conceber as estratégias colectivas em torno das quais devemos alinhar os recursos?

 

 

 

Arménio Rego e Miguel Pina e Cunha

Expresso Economia, 7/06/2014

Que tipo de sociedade queremos?

07.06.14

 

Manuela Ferreira Leite

Expresso Economia, 7/06/2014

Que tipo de empresas queremos?

07.06.14

 

Nicolau Santos

Expresso Economia, 7/06/2014

Portugal foi o único país europeu onde as vendas a retalho caíram em Abril

05.06.14

Portugal foi o único país europeu onde as vendas a retalho caíram em Abril (Jornal de Negócios, 5/06/2014)

 

Eurostat - LINK

 

 

 

Fonte: Eurostat

 

 

A crise no limite

05.06.14

A crise no limite (RR, 5/06/2014) LINK

 

Homeland

05.06.14

 

"HOMELAND | News from Portugal" é um jornal.

«Um instrumento expositivo não convencional que será o veículo de informação de conteúdos originais, especificamente produzidos para o projeto da Representação Portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza, por uma equipa pluridisciplinar que reúne aproximadamente 90 profissionais das áreas da arquitetura, da economia, sociologia, geografia, história, antropologia, fotografia, do direito e do design»

 

LINK 2

LINK 1

Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas

04.06.14

Plano de Estudos – Cultura 2020 – uma (boa) iniciativa do Governo português!

 

«Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas»

Estudo
Sumário Executivo
Executive Summary

Apresentação Pública a 2014.06.02
Síntese - Conclusões e Recomendações

 

 

 

 

LINK

Desemprego em Portugal e na Europa

04.06.14

 

Público 4/06/2014

Pode um programa político para a capital inspirar um programa estratégico para o país?

03.06.14

 

LINK

People in jail per 100k people: Portugal TOP14

01.06.14

 

People in jail per 100k people

 

Portugal TOP14 - 136/100k

 

 

 

LINK

 

LINK2

 

Menos de um terço dos solos agrícolas dispõem de condições favoráveis à agricultura

01.06.14

Foto: Alcatruz

«A esmagadora maioria da superfície agrícola nacional — cerca de 3,6 milhões de hectares, se excluirmos as florestas e as áreas destinadas a outros fins, - é composta por solos pobres, delgados, pouco férteis e muito frágeis»

«Menos de 5% da nossa superfície agrícola apresenta valores aceitáveis; mais de 70% apresenta valores baixos, e muito baixos, de matéria orgânica (indispensável para a reserva de nutrientes e para a capacidade de retenção da água) e cerca de 83% tem um ph inferior a 5,5 (acidez), o que inibe o bom desenvolvimento de uma grande quantidade de plantas»

«não há nenhum especialista que arrisque dizer que mais de um terço dos solos considerados agrícolas (que já são bastante menos de metade da superfície total do continente) dispõem, à partida, de condições favoráveis à agricultura»

«a Superfície Agrícola Não Utilizada (SANU), atinge no continente 125.000 hectares, isto é, menos de 3% da superfície total das explorações»

Sevinate Pinto, Público 1/06/2014

Um país que legisla demais (e cumpre de menos)

01.06.14

 

sugestão de Pedro Magalhães

 

 

LINK

Economic Policy Uncertainty Index

31.05.14

 

 

Fonte

 

 

Fonte: Expresso 31/05/2014

 

Interessante a diferença entre a incerteza europeia (esquema acima) e a nacional (esquema abaixo). 

 

«Portugal precisa de se tornar previsível (confiável?)» António Pinto Leite, Expresso, 31/05/2014

 

O caminho para o aumento de produtividade

31.05.14

 

 

Nicolau Santos, Expresso, 31/05/2014

1/3 dos portugueses nunca usaram a internet (Expresso)

31.05.14

 

 

Expresso, 31/05/2014

Portugueses consomem 500 sacos de plástico por ano

31.05.14

 

 

 

(Público, 31/05/2014)

Portugal “perdeu” quase um milhão de crianças em 30 anos

30.05.14

Portugal “perdeu” quase um milhão de crianças em 30 anos (Público, 30/05/2014)

 

 

 

LINK INE

 

Salário mínimo nacional

30.05.14

 

(Público, 30/05/2014)