Como palestrantes teremos Lincoln Paiva que nos falará desde São Paulo através da web, Tiago Castro e João Pedro Rosa promotores e dinamizadores do projecto Vivacidade. Eventualmente, teremos também representantes do Colectivo Nora.
As inscrições poderão ser feitas através do endereço jcmota@ua.pt
A função mais nobre de uma academia é contribuir para melhorar a vida de quem dela faz parte, oferecendo competências, abrindo horizontes e fortalecendo os laços que unem os seus membros e a comunidade. Há, naturalmente, diferentes formas de contribuir para essa melhoria. O conjunto de iniciativas pela promoção do uso da bicicleta que a Associação Académica da Universidade de Aveiro, Universidade de Aveiro, Município de Aveiro, Polícia Segurança Pública ,FORUM ESTUDANTE e Ciclaveiro levaram a cabo esta semana é uma delas. Este caminho conjunto feito de diálogo, pedagogia, colaboração, solidariedade e diversão é muito rico e inspirador. É toda uma «nova vida» construída pelas nossas mãos!
É necessário colocar a regeneração do centro das cidades na agenda política local e nacional. Isso não significa necessariamente mais investimento nas cidades, mas uma melhor combinação dos actores e recursos disponíveis em torno de um desígnio comum, com enfoque territorialmente articulado.
Um questão interessante lançada hoje no Diário de Aveiro pelo jornalista João Peixinho a propósito da campanha da Pavesini em Aveiro (*). Teresa Aragonez - especialista em marketing e docente do IPAM - chama a atenção para o potencial de projecção internacional da cidade no mundo e para a curiosidade que o vídeo pode vir a despertar junto de potenciais turistas (só no youtube são mais de 50.000 visualizações; se vier a passar na televisão italiana poderão ser alguns milhões). Acontece que esta exposição mediática coloca vários desafios à nossa cidade o maior dos quais passa por não defraudar os futuros visitantes.
As imagens da campanha da Pavesini em Aveiro dão que pensar (https://www.youtube.com/watch?v=SDlTZofXa7c). Uma empresa de bolachas consegue fazer com pouco dinheiro um conjunto de micro-intervenções no espaço público - bancos, flores e umas pinturas - que mudam a imagem de uma cidade (projectando-a por este mundo fora). Bem sei que a cidade precisa de outras mudanças, mais profundas, mas talvez estes pequenos passos, efémeros que sejam, nos permitam ganhar ânimo para outros voos. Será que não conseguimos juntar esforços para tornar um pouco mais doce a vida da nossa cidade?
Esta é uma das questões que mais apaixonam os que se dedicam a reflectir sobre estas temáticas. Será que a adopção de pistas cicláveis é o caminho a seguir para aumentar o número de utilizadores de bicicleta nas cidades?
Defendo uma estratégia um pouco mais holística que passa por melhorar a infra-estrutura (repensar o desenho urbano, introduzir mais e melhor sinalização vertical e nos pavimentos; equacionar bem a introdução dos contextos segregados), reduzir a velocidade geral dos automobilizados (mais zonas 30, mais acalmia), educar o convívio entre ciclistas, utentes da infra-estrutura (peões, condutores), trabalhar com os reguladores da infra-estrutura (PSP, GNR e autarquias), fazer iniciativas que introduzam muitas bicicletas no «terreno de jogo» (sistemas colectivos de bicicletas, experimentação com grandes grupos), trabalhar com funções sociais e económicas da cidade para que passem a ser bike-friendly, estimular empreendedores para conceber novos produtos e serviços de apoio (por a economia a empurrar) e, sobretudo, fazer isto tudo ao mesmo tempo.
Ainda assim, acho que a estratégia tem de ser «context-dependent» e relembro que na Murtosa e na Gafanha onde mais se anda em bicicleta em Portugal as pistas não foram fundamentais. Mas uma coisa é trabalhar num contexto de 10-20% de quota modal ciclável (em concelhos da região de Aveiro) outra, bem diferente, é trabalhar num contexto de 0,5% (a média nacional).
a ideia passa pela «criação de uma rede de pisos térreos ocupados e reabilitados [que] irá trazer mais pessoas à cidade, contribuindo para a economia local e iniciando um ciclo de recuperação dos edifícios degradados e do espaço público» Sara Brandão, P3, 3/06/2014
Absolutamente notável a qualidade e relevância do documento em debate hoje no evento «Nós e a escola, de olho posto no futuro» organizado pelas Associações de Pais e Encarregados de Educação de Escolas de Aveiro. Agora na Universidade de Aveiro. Apareçam!
«Na vida sofremos 30 a 40 perdas, só que não as identicamos como lutos»
«O luto é uma reacção a uma perda com um significado pessoal profundo»... «perdas tão diversas quanto ... a separação da pessoa amada; por morte ou divórcio;a emigração; nascimento de um filho deficiente, ou no caso de um aborto; quando há a amputação de um membro; e quando existe uma desqualificação social [desemprego]»
2.ª Reunião de trabalho do projeto VivaCidade. Vestir os Vazios da Cidade, que irá realizar-se no próximo dia 14 de Maio, pelas 21h, na Casa de São Sebastião, na Rua de São Sebastião, n.º 42.