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ESTADO SOCIAL

respigos e reflexões sobre o território e a sociedade

Capacidade instalada

04.05.14

O crescimento económico que tivemos nos últimos anos deveu-se, em grande parte, a «uma melhor utilização da capacidade produtiva instalada que passou de 73% para 76%» (dados INE ou site conhecer a crise - PORDATA ou Banco de Portugal). 

Um país deveria saber tirar partido da sua capacidade instalada, seja produtiva ou organizativa e logística. Os dados atrás citados mostram que existe uma significativa subutilização da capacidade das empresas e, muito provavelmente, do Estado e das organizações sociais e da sociedade civil (edifícios, viaturas, pessoal,...).

Para que tal melhoria ocorra temos que saber analisar as razões que impedem tal sub-utilização - falta de encomendas ou matérias primas, organização interna, condicionantes de contexto. Isto no caso das empresas. No caso do Estado e das organizações do terceiro sector, haverá outras dimensões, uma das principais a relação entre os meios disponíveis, a missão e objectivos a atingir (e sobre isso há hoje, em cima da mesa, modelos antagónicos). Talvez haja na intersecção entre os diferentes actores razões comuns que conviria conhecer para identificar sinergias e racionalizar esforços.

Lamentavelmente, sobram histórias sobre relações de excessiva proximidade entre interesses públicos e privados (em favor destes últimos), da mesma forma que faltam esforços de compromisso comum em torno de apostas colectivas.

O acordo de parceria Portugal 2020 poderia ter sido uma oportunidade para mobilizar o país em torno de algumas apostas colectivas - as «sugeridas» por Bruxelas - para aumentar a nossa capacidade instalada e criar outra que nos falte. Infelizmente, tal assunto não ganhou importância no «espaço público». Os diálogos entre actores - a ocorrerem - fazem-se nos bastidores. Perdemos todos!

 

 

 

 Fonte: BP

 

 

 

 

Entretanto, 

“Por que é que nada disso funcionou? Porque não se conseguiu gerar verdadeiro desenvolvimento económico e competitividade económica?” (Poiares Maduro, Público)