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ESTADO SOCIAL

respigos e reflexões sobre o território e a sociedade

A BUGA numa cidade bike-friendly

29.10.14

Um pequeno contributo para a reflexão sobre cidades amigas da bicicleta.

LINK

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Como podemos planear «cidades saudáveis» que não o sejam só no papel ou no discurso?

04.10.14

A necessidade de uma abordagem mais holística e preventiva à questão da saúde e bem-estar das comunidades que vivem aglomerações urbanas fez com que a OMS criasse em 1986 o conceito de «cidades saudáveis». Apesar do impacto mediático da iniciativa, e do seu desenvolvimento à escala global, os resultados têm ficado um pouco aquém do desejado. Isto aconteceu em grande medida pela dificuldade da passagem da teoria à prática, seja pela exigência dos requisitos - ambiente físico de qualidade, necessidades básicas da população asseguradas, serviços públicos de saúde acessíveis a todos – seja pela ambição metodológica necessária à sua concretização- compromisso político, liderança, mudança institucional e parcerias entre actores. A partir da análise da realidade em Portugal e dos problemas que as nossas cidades hoje enfrentam, convido os participantes no evento do dia 17 de Outubro organizado pelo Núcleo de Arquitectos da Região de Viseu a pensar de que forma nos podemos organizar colectivamente para planear e conceber «cidades (verdadeiramente) saudáveis».

 

 

 

 

 

Cidades, Participação e Futuro

22.09.14

Estive em Mangualde a convite da Silvia Vermelho e da Patrícia Morais da Ação Pólis para falar sobre Cidades, Participação e Futuro. É sempre estimulante encontrar cidadãos e organizações inquietos sobre o futuro das suas comunidades e disponíveis para pensar e agir (colectivamente). Os problemas que temos pela frente são muito complexos e de difícil resolução. Provavelmente, alguns não terão solução. Mas acredito que o caminho mais promissor é aquele que pudermos fazer colaborativamente e em torno das cidades.

Partilho o guião da conversa que serviu de mote à nossa animada conversa. Espero que vos seja útil!

Termino agradecendo à Sílvia e à Patrícia e dando-lhes os parabéns pelo seu elevado sentido de responsabilidade social pela Pólis. Se puder ser útil, disponham!

 

Verdade ou consequência?

02.08.14

As histórias que o Expresso conta hoje sobre o BES são aterradoras. Manifestam um total descontrole e desnorte, uma permanente fuga para a frente, de prejuízo em prejuízo, com um impacto que se prevê devastador para o banco, para a economia e para o país. Acontece que estas decisões foram tomadas e executadas por pessoas - da administração aos responsáveis dos diversos departamentos - que não podiam não saber o que estavam a fazer. E não podiam ignorar as consequências dessas decisões na sua vida e na de todos nós.

 

Pode uma «bolacha» mudar uma cidade?

20.06.14

 

 

Um questão interessante lançada hoje no Diário de Aveiro pelo jornalista João Peixinho a propósito da campanha da Pavesini em Aveiro (*). Teresa Aragonez - especialista em marketing e docente do IPAM - chama a atenção para o potencial de projecção internacional da cidade no mundo e para a curiosidade que o vídeo pode vir a despertar junto de potenciais turistas (só no youtube são mais de 50.000 visualizações; se vier a passar na televisão italiana poderão ser alguns milhões). Acontece que esta exposição mediática coloca vários desafios à nossa cidade o maior dos quais passa por não defraudar os futuros visitantes. 

 

(*) https://www.youtube.com/watch?v=SDlTZofXa7c 

Tornar a cidade mais doce

18.06.14

 

 

 

 

As imagens da campanha da Pavesini em Aveiro dão que pensar (https://www.youtube.com/watch?v=SDlTZofXa7c). Uma empresa de bolachas consegue fazer com pouco dinheiro um conjunto de micro-intervenções no espaço público - bancos, flores e umas pinturas - que mudam a imagem de uma cidade (projectando-a por este mundo fora). Bem sei que a cidade precisa de outras mudanças, mais profundas, mas talvez estes pequenos passos, efémeros que sejam, nos permitam ganhar ânimo para outros voos. Será que não conseguimos juntar esforços para tornar um pouco mais doce a vida da nossa cidade?

Nós e a Escola | de olho posto no futuro

17.06.14

Que sociedade educada queremos?

07.06.14

 

 

 

Expresso, 7/06/2014

Que tipo de sociedade queremos?

07.06.14

 

Manuela Ferreira Leite

Expresso Economia, 7/06/2014

Que tipo de empresas queremos?

07.06.14

 

Nicolau Santos

Expresso Economia, 7/06/2014

A quem confiava um segredo?

27.05.14

 

LINK (TVI, 27/05/2014)

 

Dilemas!

Uma nova solução governativa para Portugal

26.05.14

Começa hoje a campanha eleitoral para as Legislativas 2015. A solução «Bloco Central» foi hoje (felizmente) chumbada nas urnas. Aguardo pela forma como  PS, LIVRE, BE, CDU e, eventualmente, MPT darão os primeiros passos para formar uma solução governativa e programática estável para Portugal.

O futuro interessa-me

25.05.14

 

«I look to the future because that's where I'm going to spend the rest of my life» George F. Burns 

Nós e a escola de olho posto no futuro - Sessão de encerramento

13.05.14

«A sessão final do Seminário de reflexão prospetiva «Nós e a escola de olho posto no futuro» promovido por associações de pais de Aveiro será já no próximo sábado, na Sala de Atos da Reitoria da Universidade de Aveiro. Somos todos convidados, especialmente aqueles de nós que se interessam pela qualificação da prestação dos pais e respetivas associações na construção das nossas comunidades educativas» Gil Moreira

 

Seminario convite from noseaescola

Pais querem «inspirar» futura gestão local (respigo)

13.05.14

 

 

Um enorme orgulho em pertencer a uma comunidade que tem pessoas que nos ajudam a pensar.

 

http://noseaescolafuturo.blogs.sapo.pt/

A reforma do poder local (respigo do Público; act.)

12.05.14

Público 10/05/2014

 

Foi este o resultado da reforma do poder local. Menos freguesias, menos empresas municipais, menos cargos dirigentes. Tenho dúvidas se o país ganhou com isso (do ponto de vista financeiro o SEAL diz que poupámos 9,2 milhões/ano) e se ficámos com um melhor poder local.

É pena que não tenhamos tido a capacidade de reflectir sobre o poder local, o que temos, o que deveríamos ter e o que teríamos de fazer para lá chegar.

 

SAAL: Porque é que já não se faz cidade assim?

09.05.14

Simpósio SAAL: Em retroprospetiva - Amanhã em Serralves

 

Entre os oradores já confirmados contam-se a historiadora Raquel Varela e os arquitetos Álvaro Siza Vieira, Nuno Portas, Alexandre Alves Costa, Raúl Hestnes Ferreira, Jorge Figueira, José António Bandeirinha, Pedro Bandeira, Pedro Clarke e Joaquim Moreno.

 

Se não puder ir, veja AQUI em directo

 

 

[sobre o SAAL]

«Mais do que um processo de participação ocasional, o que os novos poderes ofereciam aos interessados era a oportunidade de gerirem de forma organizada (e assistida por técnicos qualificados) a construção de cada novo bairro que iria substituir os "bairros de lata", as "ilhas" ou outras formas de precariedade em que estavam a viver» Nuno Portas 

 

A este propósito, vale a pena ouvir e ver 

 

Última Aula de Alexandre Alves Costa

 

A Casa e a Cidade - Episódio 5 - Cidade em Debate (Nuno Portas)

 

 

Porque é que já não se faz cidade assim?

O medo como elemento central da vida social

06.05.14

«A grande herança do programa de ajustamento é a reinstituição do medo e da insegurança como elemento central da vida social e como
instrumento estatal de “regulação social”. E, com ele, a desconfiança e a desesperança» José Vítor Malheiros, Público

 

 


Sobre o medo também falaram Eduardo Lourenço, José Gil e José Pacheco Pereira no evento O SENTIDO DO FIM organizado por Serralvese coordenada por Paulo Cunha E Silva. Recomendo que guardem duas horas, sentem-se e apreciem

 

Caminhos alternativos para o futuro, a partir de Aljustrel

02.05.14

O fim do protectorado da Troika terminou com um apelo do FMI a uma ruptura com o passado - i.e. regulação do controle orçamental - e a um compromisso de futuro «em torno de políticas económicas sólidas a médio prazo» (Expresso, hoje) sem se vislumbrar a natureza dessas orientações.

O economista António Figueiredo tem vindo a produzir no blogue Interesse Público, Acção Privada - cuja leitura atenta recomendo vivamente - uma análise muito critíca da postura do FMI assinalando a sua «perspetiva padronizada, sem sensibilidade e abertura para compreender a economia portuguesa nos seus devidos contextos».

Seria de esperar que da parte do Estado - e sobretudo perante a perspectiva de mobilização de 20 mil milhões de euros do pacote financeiro 2014-2020 -  houvesse um esforço de reflexão sobre o futuro do país - da economia e da sociedade - que clarificasse o tal conjunto de apostas de política que o FMI sugere hoje. Lamentavelmente tal não ocorreu, ou se ocorreu não de forma clara e consequente.

Curiosamente, tem vindo de outros actores - o poder local, por ex. - alguns esforços prospectivos relativamente ao futuro. Um desses exemplos vem do Alentejo, onde a autarquia local organizou recentemente as Conferências de Aljustrel

António Figueiredo foi um dos oradores convidados tendo alertado para o facto de não fazer sentido discutir o futuro do país, dos seus diferentes territórios e das suas opções sem podermos «respirar», isto é, sem «inverter a caminhada para o precipício». Precisamos de tempo e de estudar alternativas.

João Ferrão - antigo secretário de estado do Ordenamento do Território e actual Pro-reitor da Universidade de Lisboa - encerrou a conferência lembrando que, apesar da incerteza e complexidade do momento que atravessamos, há caminhos alternativos para «construir uma agenda de futuro que dê resposta às necessidades da sociedade portuguesa». Ensaiou um roteiro inspirador que vos convido a assistir.

 

Construir o futuro colaborativamente

27.04.14

A forma como temos vindo a pensar o futuro do país, o seu desenvolvimento e a identificação de apostas, tem padecido de alguns erros de perspectiva. Primeiro, o facto dos sucessivos governos terem uma fé excessiva nas virtualidades do nível central da condução da política pública, desvalorizando, de forma recorrente, o papel da escala regional e local (cidades e municípios). A essa circunstância acresce uma observação distante da realidade, que tende a tomar o país de forma homogénea, sem valorizar as diferenças e especificidades. Por fim, ao longo da história, a acção pública tem-se apoiado excessivamente nos ciclos repetidos de abundância de recursos públicos (das colónias à Europa), sem uma avaliação atempada sobre a sua utilidade e impacto da sua aplicação; ou seja, sem uma estratégia desenhada a priori. Para além disso, o fácil acesso a financiamento público e privado induziu na sociedade portuguesa e no Estado uma cultura pouco eficiente na gestão dos recursos financeiros.

A crise actual e a falta de recursos financeiros públicos estão a ter um efeito devastador, sobretudo no que concerne à dificuldade do Estado em responder às suas responsabilidades, com consequências significativas na vida da população (habitação, alimentação, saúde, educação e emprego). Contudo, para além dessa incapacidade, assiste-se a outro efeito preocupante: a criação de uma ambiência paralisadora e desresponsabilizadora da acção pública. E se ao nível nacional esse efeito se sente de forma significativa, o efeito à escala local é particularmente preocupante, sobretudo pelo contágio aos actores e dinâmicas locais.

O momento em que vivemos é um desafio à capacidade de liderança nacional nestes tempos atribulados, mas pode ser também uma enorme oportunidade para um novo quadro de relação entre o poder central e o local e uma motivação para os responsáveis autárquicos repensarem a forma como olham para os seus territórios e como constroem políticas públicas municipais.

O planeamento à escala municipal assume, hoje em dia, um papel decisivo na resposta aos desafios da sociedade contemporânea, seja na procura de respostas de proximidade, com uma perspectiva estratégica e de planeamento, seja na capacidade de articular um olhar global com acção local, seja ainda na capacidade de aprofundamento da legitimidade da acção colectiva, através de novas formas de democracia participativa e de promoção de verdadeira cidadania.

Perante o quadro actual de escassez de recursos financeiros públicos, o potencial transformativo dos territórios (em particular das cidades) e do poder local só será concretizado se as lideranças locais forem capazes de mobilizar e articular outros recursos menos escassos que as comunidades dispõem e que nem sempre têm sabido valorizar ou potenciar. Para isso é fundamental conceber um conjunto de políticas articuladas que saibam valorizar o conhecimento científico, técnico e empírico sobre as cidades e os seus recursos, potenciar os espaços físicos devolutos e/ou desaproveitados, sobretudo das suas áreas centrais e históricas, e articular as múltiplas redes de proximidade e as capacidades cívicas e institucionais.

Acontece que os decisores e actores locais têm destes recursos uma visão parcelar ou fragmentada, o que tende a contribuir para a sua desvalorização. Torna-se por isso necessário produzir o seu adequado mapeamento e sistematização para permitir construir colaborativamente uma nova narrativa sobre as questões críticas locais, valorizando esses recursos, e com isso produzir um outro tipo de políticas.

Num momento em que se inicia um novo ciclo autárquico, está aqui um importante desafio para afirmar o novo papel da escala local no futuro do país, mas também para criar palcos para novas lideranças locais que tenham capacidade de pensar colectivamente o futuro dos bairros, freguesias, cidades ou municípios, e de ‘fazer melhor com os recursos disponíveis’!