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ESTADO SOCIAL

respigos e reflexões sobre o território e a sociedade

O paradoxo das grandes cidades

30.07.14

Ana Gerschenfeld apresenta hoje no Público as conclusões de um estudo muito interessante co-coordenado por Luís Bettencourt (Instituto Santa Fé - EUA) baseado na análise das comunicações móveis.

O estudo conclui que «seja qual for o tamanho da cidade onde vivemos, a probabilidade de que os nossos amigos se conheçam entre si não se altera», isto é, apesar de nas grandes cidades «haver maiores oportunidades de interagir com mais indivíduos e com indivíduos mais diversos» isso não ocorre.

É interessante e preocupante este resultado. Os autores sugerem uma explicação. Isto acontece porque «os seres humanos se organizam instintivamente em comunidades sociais compactas». Revelador. Apesar do imenso potencial relacional, estamos a formar grupos social e culturalmente demasiado homogéneos e pouco dialogantes entre si.

 

NOTA: HCM chama a atenção no Alcatruz para a particularidade da nossa sensibilidade relacional com estrangeiros, que explicará um pouco a colonização portuguesa (LINK). Será que estaremos a perder essa qualidade genética no micro-cosmos urbano português?

 

 

 

O caso de Aveiro também foi estudado. Segundo o estudo temos em média 8 contactos e a probabilidade de eles se conhecerem entre si é de 20% (http://senseable.mit.edu/urbanvillages/), valor semelhante ao de Lisboa.

 

http://senseable.mit.edu/urbanvillages/