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ESTADO SOCIAL

respigos, comentários e reflexões sobre o Estado, o Território e a Sociedade

Compromisso pela Bicicleta

24.04.16

 

Mais informações: http://compromissopelabicicleta.web.ua.pt/

1816, o «Ano sem Verão» e a Bicicleta

04.01.16

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A ocorrência de um "Ano sem Verão" há 200 anos atrás poderá ter estado na origem da bicicleta. Curioso? Então é assim. Em 1816 sucedeu um dos maiores fenómenos de arrefecimento global conhecido pelo "Ano sem Verão”. Essa anormalidade climatérica surgiu devido à brutal erupção do vulcão Tambora, na Indonésia, que produziu uma significativa descida da temperatura nos meses de Verão, com neve e gelo a assolar muitas regiões da América do Norte e Europa. Em resultado dessa intempérie, houve grandes perdas na produção agrícola e animal. Um dos efeitos colaterais foi a redução do número de cavalos, seja por consequência direta do mau tempo ou indirecta pelo aumento do preço da aveia, o que conduziu a perturbações na actividade do transporte de passageiros. Há quem diga que tal constrangimento na mobilidade das cidades – e a antecipação dos riscos da dependência dos equinos - terá impulsionado o Barão Karl von Drais a criar (ou a aperfeiçoar) em Manhein, na Alemanha, a primeira geração de bicicletas que apresentou publicamente um ano depois em Paris. Não deixa de ser irónico que, dois séculos volvidos, estejamos novamente assustados com as mudanças climáticas, preocupados com a mobilidade nas cidades e a dependência de um modo de transporte (igualmente movido a cavalos) e a olhar para a bicicleta como parte da resposta a esses problemas. A história mostra-nos que, muitas vezes, não é preciso inventar a roda. Só precisamos de a usar de modo inteligente. Bom ano de 2016!

Isto não é a campanha eleitoral

26.08.15

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As campanhas eleitorais são momentos de capital importância para a democracia. É nelas que se deveriam fazer balanços, conceber e discutir projectos para o novo mandato eleitoral e debater alternativas. Seriam um momento de arejamento e refrescamento da democracia.

Acontece que uma campanha esclarecedora precisaria de arenas transparentes, universais e acessíveis a todos os cidadãos; de evidências sólidas (sobre o passado e o presente) que permitissem fazer julgamentos e construir uma visão programática sobre o futuro; de métodos de interacção com potenciais eleitores que assegurassem a sua mobilização na construção das propostas, na sua defesa e futura avaliação; e de protagonistas credíveis e competentes.

Lamentavelmente, com raríssimas excepções, pouco ou nada foi feito para evitar a campanha a que temos assistido. Pouco ou nada mudou na forma como se concebem campanhas eleitorais, como se envolvem os cidadãos, como se constroem alternativas. Portanto, dificilmente o resultado poderia ser diferente do que estamos a ter.

Novo blogue do Mestrado em Planeamento Regional e Urbano

30.07.15

Temos um novo blogue de promoção do Mestrado em Planeamento Regional e Urbano. Visite-nos!

Aproveitamos para informar que estão abertas as inscrições até ao dia 24 de Agosto. Mais informações: mestradopru@gmail.com 

 

 

olhar o mundo a partir duma loja de conveniência

06.06.15

As lojas de conveniência dos aeroportos são o que mais próximo temos da internet no mundo real. Em poucos minutos, podemos navegar por entre um mundo de jornais e revistas, das mais sofisticadas às mais banais. O retracto que vos deixo é a minha selecção, parcial certamente. Mas estão aqui quatro temas aos quais julgo não poderemos fugir nos próximos tempos, a saber: o problema do discurso único e falta de arenas com impacto mediático para uma discussão sobre alternativas; as dúvidas sobre a orientação ideológica e programática dos partidos sociais-democratas europeus (a dúvida é sobre o PS francês mas pode ter leituras mais abrangentes, mesmo em Portugal); a necessidade de reinventar a forma como pensamos o futuro dos países a partir das cidades e por sua vez como planeamos as cidades para e com as comunidades (o caso de Nantes que visitei esta semana deveria ser um case-study para as cidades portuguesas); finalmente, a necessidade de pensar o crescimento e o emprego através da promoção da inovação de produtos e serviços para responder às necessidades básicas dos cidadãos construindo colaborativamente essas novas ofertas (a conferencia velo-city 2015 onde estive presente foi um bom exemplo do que pode ser esse "mundo novo").<

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Primeiras impressões do Velocity 2015 - sugestões para os municípios portugueses

03.06.15

 

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A conferência Velo-City juntou este ano em Nantes mais de 1.600 participantes de cerca de 60 países. É um pequeno continente de activistas, cientistas, políticos e empresários que se forma durante quatro dias para falar de bicicletas e, este ano, da forma como estas podem ajudar a construir um futuro melhor («cycling: future makers»).

A sessão de abertura, normalmente excessivamente protocolar, teve alguns discursos marcantes. Do conjunto retive o apelo para que as conversas dos próximos dias não se centrem na bicicleta, mas nas cidades que queremos ter e nas necessidades dos seus cidadãos. Um apelo oportuno para que as conclusões possam chegar aos 91% de pessoas que na Europa não andam de bicicleta.

Das intervenções do primeiro dia, das quais destaco a dos autarcas de Rennes, Estrasburgo e Nantes, municípios franceses referência nesta matéria, registo as seguintes três sugestões de aposta. A necessidade de cidades e bairros de proximidade que reduzam as deslocações entre casa, trabalho e serviços, oferecendo aos seus utilizadores mais densidade, massa crítica e tempo. Também foi proposto a aposta num espaço público qualificado visando reduzir a velocidade, aumentando a partilha do espaço pelos diferentes modos de transporte e a segurança para os mais frágeis. Por último, foi recomendada a criação de multi-serviços de apoio aos ciclistas centrandos na procura das condições para ultrapassar os obstáculos básicos que  impedem a mudança de modo de transporte, nomeadamente o estacionamento seguro (no espaço público, edifícios actuais e futuros), a manutenção da bicicleta, o apoio à deslocação (através das tecnologias) e as entrega de compras e pequenos volumes ao domicílio.

Do ponto de vista metodológico, também três medidas. Fixar objectivos razoáveis para a quota modal da bicicleta e medir regularmente o impacto das medidas. Envolver as comunidades na concepção e implementação das propostas, nomeadamente através de novas figuras institucionais (como os conselhos de utilizadores de espaço público recentemente criado em Nantes - ver exemplo). Após resolvidos os principais problemas do centro da cidade, iniciar iniciativas semelhantes nos territórios mais periféricos, garantindo um maior equilíbrio espacial nas intervenções e preocupação.

Está aqui uma boa agenda para os municípios portugueses.

Urbanismo Táctico

21.05.15

 

Aqui fica disponível a versão portuguesa da publicação Tactical Urbanism vol2 de Mike Lydon traduzida por João Seixas, Mario J Alves, Rodrigo Cardoso, Paulo Silva e por este vosso amigo.

O capital social e as redes de cidadãos em torno da Ria de Aveiro

11.05.15

 

Quinta-feira, 14 de Maio

http://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?c=42406&lg=pt

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Urbanismo Táctico em Aveiro

11.05.15

 

No próximo dia 21 de Maio (quinta-feira) à tarde o Laboratório de Planeamento do Território e o Mestrado em Planeamento Regional e Urbano do DCSPT da Universidade de Aveiro vão organizar uma palestra sobre Urbanismo Táctico.

 

Como palestrantes teremos Lincoln Paiva que nos falará desde São Paulo através da web, Tiago Castro e João Pedro Rosa promotores e dinamizadores do projecto Vivacidade. Eventualmente, teremos também representantes do Colectivo Nora.

As inscrições poderão ser feitas através do endereço jcmota@ua.pt 

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T.S.F.

11.05.15

Que bom é ter uma T.S.F que nos conduza na neblina da demagogia, nos proteja das vagas da desinformação e ofereça a sua voz em defesa dos que tombaram no alto mar da indiferença!

(*)
Navio Hospital Gil Eannes Viana dos Castelo

 

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demo-cracia

11.05.15

re-inventar a democracia, Manuel Arriaga (Público)

 

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Vida nova em Aveiro!

08.05.15

A função mais nobre de uma academia é contribuir para melhorar a vida de quem dela faz parte, oferecendo competências, abrindo horizontes e fortalecendo os laços que unem os seus membros e a comunidade. Há, naturalmente, diferentes formas de contribuir para essa melhoria. O conjunto de iniciativas pela promoção do uso da bicicleta que a Associação Académica da Universidade de Aveiro, Universidade de Aveiro, Município de Aveiro, Polícia Segurança Pública ,FORUM ESTUDANTE e Ciclaveiro levaram a cabo esta semana é uma delas. Este caminho conjunto feito de diálogo, pedagogia, colaboração, solidariedade e diversão é muito rico e inspirador. É toda uma «nova vida» construída pelas nossas mãos!

 

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Diagnóstico da Mobilidade em Bicicleta - Cidade/Universidade de Aveiro

08.05.15

Diagnóstico da Mobilidade em Bicicleta - Cidade/Universidade de Aveiro from Mestrado em Planeamento Regional e Urbano (UA)

 

Trabalho desenvolvido por Daniela Pacheco R. Fonseca, Joice Kely Dourado e Léo Rafael Pletz no âmbito da Unidade Curricular dePlaneamento da Mobilidade - MPRU do Mestrado em Planeamento Regional e Urbano - Universidade de Aveiro da Universidade de Aveiro

Hoje, em Aveiro!

07.05.15

É possível tudo isto num só dia? É. Hoje, em Aveiro!

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Mike Lydon in Aveiro

06.05.15

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No âmbito da colaboração do Laboratório de Planeamento do Território com a CORDA-Comércio da Rua Direita e Adjacentes de Aveiro, vamos organizar no próximo dia 7 de Maio, quinta-feira, entre as 21:15 e 22:30, o evento de lançamento do livro «Tactical Urbanism» do urbanista americano Mike Lydonque nos fará a apresentação via web desde Nova York

Do we really need participation in planning?

17.04.15

Não deixem apagar!

31.12.14

Por favor, não deixem apagar. Bom ano!

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ÚLTIMA HORA

31.12.14

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 Acaba de ser anunciado que, a título absolutamente excepcional, os portugueses podem devolver 2015, até meados de Janeiro, caso este não esteja a corresponder ao desejado. Para o fazer, os cidadãos devem solicitar o talão de troca nos serviços de finanças no primeiro dia útil do ano. Avisa-se ainda que para se proceder à troca, o ano novo não pode apresentar mazelas assinaláveis.

Bom ano (chinês) do carneiro

31.12.14

Ditado chinês. Por detrás de uma grande janela de oportunidade há sempre um telhado que nos cai em cima. Bom ano (chinês) do carneiro.

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UM NATAL COM CABEÇA

30.12.14

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Os duzentos habitantes de Cabeça, na Serra da Estrela, aproveitaram o concurso «Seia, Comunidade Participativa» desenvolvido no âmbito da Agenda 21 Local para se mobilizar e, em conjunto, enfeitar a sua aldeia. Usaram materiais provenientes da natureza e das empresas têxteis da região (que os cederam gratuitamente) e decoraram-na com muita arte e engenho. Tiveram ainda a preocupação de usar iluminação natalícia mais eficiente feita com equipamento LED (este é um dos concelhos pioneiros em Portugal neste domínio). 

A vida na aldeia tem estado muito agitada e espera-se que assim continue depois das festas. Um exemplo!

http://www.cabecaaldeianatal.pt/
https://www.facebook.com/cabecaaldeianatal

Boas festas

22.12.14

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PENSAR O FUTURO DA ECONOMIA E DO PAÍS, A PARTIR DAS CIDADES

15.11.14

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Uma outra forma de olhar a economia é reflectir sobre como se podem combinar melhor os seus «ingredientes» (empreendedores, empresas, actividades e conhecimento) para dar novas respostas aos desafios/problemas da sociedade. 

A bela infografia do Expresso Economia (autoria de Paulo Buchinho) que se anexa acima ilustra bem o potencial das cidades para discutir essa combinação.

Num momento de algum esgotamento de modelos, talvez valha a pena pensar no potencial das cidades enquanto espaço de concentração de problemas e recursos, de geração de ideias e de procura de soluções. Mais do que o país ou as regiões, as cidades podem oferecer aos actores económicos (grandes, médios e pequenos) a escala adequada para compreender melhor a sociedade actual e suas necessidades como um todo (habitar, mover, trabalhar, lazer e cultura, alimentação, vestir) e gerar novos produtos e serviços.

Para o fazer talvez os actores económicos necessitem de partilhar uma visão de sociedade e um quadro de valores que vão para além da retórica do «crescimento» e que inclua uma nova ética sobre o valor da riqueza gerada.

A partir daí precisarão de novas fórmulas de partilha de riscos e benefícios, novos métodos de trabalho (cooperativo e de articulação sectorial), novos ingredientes (conhecimento), novos horizontes (mercados e clientes) e, por fim, de apoio para este novo caminho de experimentação assistida, que uma política pública inteligente certamente saberá oferecer.

Talvez este possa ser um caminho virtuoso para pensar o futuro da economia e do país!

Regeneração urbana do centro da cidade

10.11.14

Dia Mundial do Urbanismo from José Carlos Mota

A regeneração dos centros da(s) cidade(s) devia ser uma das prioridades

07.11.14

É necessário colocar a regeneração do centro das cidades na agenda política local e nacional. Isso não significa necessariamente mais investimento nas cidades, mas uma melhor combinação dos actores e recursos disponíveis em torno de um desígnio comum, com enfoque territorialmente articulado. 

 

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IN 

http://www.diarioaveiro.pt/noticias/regeneracao-do-centro-da-cidade-devia-ser-uma-das-prioridades

Planeamento Cultural Urbano

06.11.14

http://sipcuam-almada2014.fa.ulisboa.pt/openconf.php

 

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A BUGA numa cidade bike-friendly

29.10.14

Um pequeno contributo para a reflexão sobre cidades amigas da bicicleta.

LINK

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Smart Civic Cities

27.10.14

«Smart Civic Cities» é um pequeno um contributo de reflexão para o debate sobre smart cities. O sublinhado assinala o potencial da inteligência colectiva para promover melhores cidades. Partilho o documento apresentado na passada sexta-feira na Conferência «Smart Cities: It's all About People» organizado pela Smart Cities Portugal (rede gerida de forma notável pela Catarina Selada). É uma versão 2.0 aumentada e melhorada.

 

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O que podemos fazer pelas nossas cidades para que sejam mais saudáveis?

18.10.14

O que podemos fazer pelas nossas cidades para que sejam mais saudáveis? O ponto de partida não é muito animador e os instrumentos que temos não têm mostrado muita eficácia. Provavelmente temos de procurar outros caminhos. Já não temos muito tempo! 

Deixo aqui o guião da animada conversa de fim de tarde em Viseu.

 

PLANEAR CIDADES SAUDÁVEIS 
 

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Campus Bike-friendly

11.10.14

A Plataforma Tecnológica da Bicicleta está a lançar a iniciativa «UA CAMPUS CIDADE BIKE-FRIENDLY» um desafio colectivo pela promoção da mobilidade suave e criação de produtos e serviços para a bicicleta baseados em conhecimento. Partilhamos um primeiro documento de reflexão. Agradecemos comentários e sugestões para: ptbicicleta@ua.pt

 

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UA CAMPUS CIDADE BIKE-FRIENDLY from Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade Suave

O que podemos fazer pelo espaço público

11.10.14

As coisas que podemos fazer pelo espaço público com pouco dinheiro (£6,800). No Reino Unido. E por cá, o que falta?

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2397899/Community-transforms-Victorian-passageway-Middlesbrough-homes-oasis-greenery.html

 

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